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Parvovirose

A parvovirose, uma das doenças infecciosas caninas mais conhecidas, é causada pelas variantes do parvovírus canino 2 (CPV-2).

Trata-se de um vírus altamente contagioso, amplamente distribuído na natureza, muito estável no ambiente e resistente a condições ambientais adversas, podendo sobreviver no solo cerca de sete meses a um ano.

O parvovírus canino constitui uma importante causa de morbilidade e mortalidade em cães, por todo o mundo. Este é uma das principais causas de diarreia viral e um dos vírus de maior relevância e prevalência na espécie canina, particularmente em animais com menos de 6 meses de vida, sendo que a doença é altamente contagiosa.

Embora os animais jovens sejam os mais afetados pela doença clínica, o parvovírus canino pode afetar clinicamente animais de qualquer idade, raça ou género.

Quais são os principais sintomas da parvovirose canina?

A severidade dos sinais clínicos depende da estirpe causal da doença e da idade e imunidade do hospedeiro.

A sintomatologia clínica pode ser muito variável, desde enterite a alterações a nível da medula óssea e miocárdio. Alguns dos sinais clínicos incluem letargia, anorexia, vómitos, diarreia, desidratação, dor abdominal, palidez das mucosas, aumento do tempo de repleção capilar, febre ou, com menor frequência, hipotermia.  A doença pode ser subclínica, principalmente em animais mais velhos e imunocompetentes, apresentando assim um risco de contágio, pois, apesar de não apresentarem sinais clínicos, excretam o vírus.

Transmissão

A transmissão do vírus dá-se pela via fecal-oral ( na sequência da exposição ao vírus  através de fezes, vómito ou fomites contaminadas). O período de incubação da doença varia entre 7 a 14 dias.

O vírus replica-se em células em divisão ativa e, por isso, afeta principalmente o timo, linfonodos, medula óssea e o trato gastrointestinal, no qual estão incluídos a cavidade oral, língua, esófago e o intestino, afetando principalmente as células epiteliais germinativas das criptas intestinais. Como consequência, ocorre atrofia das vilosidades intestinais, má absorção e aumento da permeabilidade intestinal que pode resultar em infeções bacterianas secundárias e translocação de bactérias do intestino, com consequente bacteriemia e endotoxemia. O vírus começa a ser excretado ao terceiro ou quarto dia após a exposição, antes do início dos sinais clínicos e é detetado nas fezes através do isolamento do vírus durante 12 dias.

Quais os tratamentos para esta doença?

O tratamento da enterite infeciosa por parvovírus canino deve ter como base a reposição de fluídos, correção dos valores de glicémia e desequilíbrios eletrolíticos; bem como a prevenção de infeções bacterianas secundárias, através do uso de antimicrobianos; controlo do vómito e analgesia.

A severidade dos sinais clínicos depende da estirpe causal da doença e da idade e imunidade do hospedeiro.

Como evitar que o seu cão apanhe parvovirose canina?

No caso da parvovirose canina “a prevenção é o melhor remédio”.

A vacinação constitui o método mais eficaz de prevenção da doença e tem um papel de extrema relevância na diminuição da incidência da mesma.