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Perguntas frequentes sobre diabetes

Foi diagnosticado agora Diabetes Mellitus ao meu cão. Ele nunca chegou a manifestar nenhum tipo de sintoma, a não ser beber mais água e urinar com mais frequência. Foi aconcelhado começar já com administração de insulina. Será que é mesmo necessário? Não poderia experimentar só os comprimidos hipoglicemiantes?

É sempre difícil para o dono do animal compreender que de agora em diante tem um animal que será um doente crónico e precisa de tomar insulina. Efectivamente, o tipo de diabetes que mais atinge o cão é a diabetes insulino dependente (tipo I), pelo que para haver um bom controlo do estado do seu animal, este necessita mesmo de tomar insulina uma ou duas vezes por dia.
A administração isolada de comprimidos hipoglicemiantes, não é suficiente para conseguir controlar eficazmente a diabetes no cão. Só se justifica iniciar a sua administração se for um animal muito complicado de controlar os valores de glicose só com insulina. Nesta fase poderá iniciar-se-á a administração de comprimidos juntamente com a insulina, tendo consiência de que os poucos estudos que existem sobre estes tratamentos demonstram que há um risco de desenvolverem falhas hepáticas, diarreia, inaptência e vómitos.
Por este motivo, o não iniciar o tratamento com insulina nesta fase, apenas servirá para manter a situação descontrolada mais tempo, com o risco de chegar a desenvolver uma crise de cetoacidose.

A que horas é que o meu animal deve comer e tomar a insulina?

Idealmente o animal deve comer imediatamente depois da toma da insulina. No entanto, devido ao risco de dar a insulina e o animal poder não querer comer logo de seguida, habitualmente faz-se primeiro a refeição e imediatamente depois, ou enquanto come, faz-se a administração da insulina. O seu médico veterinário indicar-lhe-á se o seu animal deverá tomar a insulina uma ou duas vezes ao dia.
O animal que toma duas vezes por dia a insulina deverá comer metade da alimentação com a toma da manhã e metade da alimentação com a toma da noite.
O animal que só toma insulina 1 vez ao dia deverá comer 2/3 de alimentação com a toma de insulina e 1/3 da alimentação cerca de 8 a 10 horas depois.
É preferível fazer refeições a horas certas do que deixar a alimentação à disposição.
Comida ad-libitum e insulina administrada a horas irregulares pode provocar crises de hipoglicemia.

Qual a alimentação ideal para o meu animal?

Já existem no mercado diversas ração adequadas para animais diabéticos. Todas elas têm uma quantidade de fibra mais elevado que vai ajudar a controlar os índices de glicemia. A dose deve ser ajustada com o peso do animal. O animal magro deverá engordar e o animal gordo/obeso deverá emagrecer. O objectivo será que ambos atinjam o seu peso ideal. O seu médico veterinário irá indicar-lhe qual a alimentação adequada para o seu animal, tendo em atenção o seu peso, idade e motivo de desenvolvimento da doença.

Porque é que o meu animal desenvolveu diabetes?

A causa absoluta de diabetes ainda não foi determinada. Sabe-se apenas que a diabetes surge devido a uma ausência relativa ou absoluta de insulina.
Existem alguns factores de risco, nomeadamente o excesso de peso, prancreatites, doença cardíaca, hiperadrenocorticismo, administração de córticos e progestativos, gravidez e diestro.
Sabe-se também que as cadelas são mais propensas a desenvolver a doença, bem como os gatos castrados.
Esta é uma doença que atinge animais antes de 1 ano de idade (diabetes congénita) ou animais com média de idade de 8 anos (entre os 4 e 14 no cão ou entre os 1 e 19 no gato).

A que outros sintomas devo estar atento?

Basicamente o dono deve estar atento a dois grandes grupos de sintomas: os associados a uma cetoacidose (consequente a uma hiperglicemia e descompensação) e a uma hipoglicemia.
Sintomas da cetoacidose: anorexia, letargia, depressão, vómitos e halitose acidótica (cheiro a maça). Os gatos poderão apresentar a posição plantígrada das patas traseiras (neuropatia diabética). Nestas alturas deverá contactar imediatamente o seu veterinário habitual.
A hipoglicemia é caracterizada por fraqueza e desmaios. Se o dono encontrar o animal inconsciente deverá colocar mel, geleia ou açúcar na gengiva ou debaixo da língua do animal e assim que ele recuperar poderá dar-lhe um pouco de alimentação. Seguidamente deverá contactar o seu veterinário.
O animal diabético tem também mais tendência a desenvolver cataratas, infeções urinárias e tem também maior dificuldade de cicatrização. Por este motivo, é imprescindível